Por que palavras como repertório, curadoria e pesquisa ganharam tanto espaço no mercado criativo? Se pararmos para observar, elas aparecem em apresentações de projetos, portfólios, discursos de marca, entrevistas e biografias profissionais quase sempre associadas à ideia de uma criatividade mais consciente, mais sofisticada e menos interessada apenas na execução.
Recentemente tive o prazer de realizar mais um sonho, viajar e conhecer a Amazônia onde durante alguns dias pude vivenciar uma imersão na floresta e em uma cultura totalmente diferente daquela com a qual cresci. Decidi escrever esse relatório para deixar registrado o impacto que essa experiência produziu em minha vida.
Por muito tempo, a capa de revista foi entendida como um território de controle absoluto. Especialmente em títulos como a Vogue, a imagem de capa operava como um ideal, composição precisa, fotografia impecável, tipografia estável. Era tudo muito perfeito, mas a perfeição, quando se torna padrão, perde sua capacidade de impactar. O que vemos hoje, interferências manuais, colagens, desenhos um pouco infantis, anotações não é uma mudança do nada. É parte de um movimento cíclico